Como todo mundo, eu gosto de música. Como todo mundo, também, eu não gosto de certos tipos de música. E, por último, há músicas que simplesmente não me atraem, mas não posso dizer que não gosto. Posso dizer o mesmo dos músicos. Não gosto do Milton Nascimento, do Caetano Veloso, da banda Jota Quest, dos Rolling Stones, do Led Zeppelin, etc. Claro, uma música legal aqui, duas acolá, eu até curto. Mas não passa disso.
Contudo, não dá pra dizer que esses artistas, desprezados pela minha iluminada e sensata e experiente opinião musical (cof, cof) são ruins. Pelo contrário, são profissionais talentosos e reconhecidos pelo público e pela crítica. E reconhecidos por mim, também. Por isso, eu posso até não gostar deles, mas tenho um grande respeito por todos.
E, entre esses artistas (respeitados, mas não "curtidos") está a banda Paralamas Do Sucesso. Eu até cheguei a curtir as músicas da banda. Mas isso foi lááá no tempo em que "Vital passou a se sentir total, no seu sonho de metal". De "Alagados" pra cá, não gostei de mais nada deles.
Pois bem. Isso não interessa e nem é o que eu quero falar. Mas é sobre "os Paralamas". Todo mundo sabe do acidente ocorrido com o Herbert Vianna em 2001, durante um vôo de ultraleve, onde ele perdeu a esposa e, desde então, passou a "voar baixo" numa cadeira de rodas. Eita, piadinha podre e de mau gosto essa. Agora já foi.
A questão é que, depois do acidente, o papo do Herbert ficou muito "transcedental". Não sei se é alguma sequela "emotiva" do acidente, ou ele sempre foi assim e eu é que resolvi pegar no pé do cara só agora. Mas, dá uma olhada em alguma entrevista dele e veja se eu não tenho razão. Uma enrolação subjetiva e "extrasensorial", onde ele fala, fala, fala, mas não diz nada. Pra mim, vê-lo sendo entrevistado virou um verdadeiro pé no saco. Coisas do tipo:
_Herbert, como foi produzir esse novo disco?
_O disco foi feito com uma sinergia entre a gente, um trabalho cheio de cores, de pequenas porções da alma de cada um, numa mistura cármica da banda como um todo, tentando ao máximo passar para o público pelo menos uma parte de todo esse sentimento sincero, que a gente foi acumulando, guardando em nossos corações, desde que voltamos da última excursão pela américa latina, trazendo as nuances...toda essa carga cultural do povo latino, esse calor, essa mágica que nos foi muito valiosa pra que pudéssemos fazer desse trabalho algo conciso e cheio de musicalidade de diferentes tons...
_Hã...Ah, tá!...
Uma entrevista com ele dura só duas perguntas porque ele viaja muuuito. Mesmo com tudo isso, eu admiro bastante a força do cara e da banda.
...Mas, que ele ficou meio "viajandão", ficou! 8)
Obs: A entrevista acima, que fique claro, não existiu. É apenas um exemplo porcamente exagerado (e descarado) de minha parte.
Marcadores: Música
Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial
Aureão, na verdade eu acho que, fora claro a perda no movimento das pernas, ele ficou com uma sequela cerebral, pequena mais ficou. Eu acho que ele fala, fala, fala tentando organizar as idéias e no final acaba não falando nada e só enchendo o saco de quem para pra prestar atenção. A verdade é que pra mim ele sempre foi o mais fraco do Paralamas, mas até ai tudo bem porque uma banda que tem o Barone e o Bi seria dificil não ser mais fraco...rs
De qualquer forma é um batalhador e a gente acaba tirando o chapéu pra ele, mesmo que isso revele os protetores auriculares...rs
Baú do Bart disse...
13 de maio de 2009 às 19:19
"a gente acaba tirando o chapéu pra ele, mesmo que isso revele os protetores auriculares...rs"
Hehehe. Você não vale nada, Bart! Muito boa, essa! 8)))
Aureo disse...
14 de maio de 2009 às 12:35