O Retorno?

Ôlas!

Depois de cinco meses no limbo, eis-me de volta. Poupem os sorrisos rasgados e as manifestações histéricas de júbilo. Segue um pequeno resumo do que se passou nessa minha longa ausência:

Bom, meu trabalho perto de Congonhas findou-se. Estou em outro cliente e eeeee...não é perto da NASA ¬¬. É lá na casa do caralho em Guarulhos. Tentando novamente encontrar o entusiasmo perdido nesta minha vidinha de analista de suporte. Tá difícil.

Fora isso, nada de novo. Tenho escrito alguns contos, lá no Autores. Travei de vez na conclusão do "Vôo Cego", um conto longo que eu não consigo desenvolver.

Também não tenho pintado ou desenhado nada há um bom tempo. Ou seja, uma longa reticência e nada de bom pra contar. Isso é que eu chamo de idiossincrasia crônica. 8/

Mas vou voltar a postar aqui nesta birosca. Até porque, alguns amigos criaram um blog futebolístico e eu fiquei morrendo de inveja.

Depois tem mais.

Upgrade

Durante boa parte da minha vida, eu trabalhei às margens da Marginal do Tietê. Nas horas vagas, eu me distraía, diante de uma grande janela, vendo os carros apressados a passar por mim [Roberto Carlos mode OFF].

Até uns anos atrás, eu trabalhei numa empresa que tinha heliponto e heliporto. Era um festival de helicópteros pra cá e pra lá. Maravilhosamente barulhentos.

Hoje, presto serviços numa outra empresa, num lugar onde os aviões iniciam a aterrisagem em Congonhas. Dá pra ver alguns detalhes dos monstrões turbinados.

Indo nesse rítmo, onde será meu próximo trabalho? Perto da NASA??? 8/

Ficheiro:Aerial View of Launch Complex 39.jpg

Iron Maiden foi e ainda é a principal banda de heavy metal do mundo. Não tem mais aquele gás todo da década de 80, mas é uma das poucas - se não for a única - que ainda mantém intocável o estilo que influenciou bandas e metaleiros mundo afora.

E não é que eu tava vendo uns clipes da Dama de Ferro no Youtube e me deparei com este tributo tocado...no piano!!!

O que isso prova? Prova que o heavy metal é um estilo musical respeitado também por quem tem formação clássica, como já ficou provado com a banda Apocalyptica, que fazia covers do Metallica com violoncelos.

Essa é pra você, Bart! O único comentarista desta porcaria aqui! 8)

Tirando a Poeira

Vixe que isso aqui tá uma poeira só!

Ôlas, pra quem ainda visita este lugar abandonado.

Tá largado mas não está morto.

É que estou sem ter o que dizer. Houve uma época em que eu falava (teclava) pelos cotovelos. Mas hoje em dia, eu não sei o que acontece. Não sei se eu estou mais seletivo em registrar as coisas que penso, ou estou pensando pouco mesmo. E o pouco que penso não vale uma linha de post. Ou é tudo isso junto. Bom, isso é coisa pro meu analista, se eu tivesse um.

Estou numa fase difícil. Como sabem, sou analista de suporte e trabalho por contrato, numa consultoria. O último contrato em que trabalhava venceu e agora estou jogado no escritório da firma, sem saber direito qual o rumo da minha vida.

Mas isso merece um post exclusivo. E não vai ser hoje.

Enfim, com relação ao Idiossincrasia Crônica, a marcha tá lenta mas o carro ainda anda.

Logo, logo isto aqui desanda.

Passou ontem, de madrugada. Putz. Falar o quê sobre esse filme?

É simplesmente o melhor filme sobre adolescentes já feito. Um belo retrato dos jovens da década de oitenta.

Merecia um post melhor, eu sei. Mas tô sem tempo. Faz o seguinte: assista!

Eu sempre fui fascinado por bons comerciais. E o Brasil tem enormes talentos já comprovados. Todo ano sempre aparecem algumas "propagandas" muito bem sacadas. Umas com bom humor, outras mais "engajadas", outras ainda, mais sentimentais.

Mas não é disso que eu quero falar. É do comercial do C4, o novo automóvel da Citroen. O comercial não é nacional, mas ficou muito legal a transformação do carro num "Transformer". Agora, se realmente houvesse um meio de transformar o carro num robô, com certeza eu nunca ia fazer isso. Já pensou como a gente deve chacoalhar dentro daquilo? Além do mais, é subaproveitar a maciez de um bom amortecedor.

Agora , o mais importante: Dêem uma boa olhada na transformação do carro em robô. Onde foi parar o motorista? Deve estar todo dobrado no meio das juntas do bicho. Eu, hein?! 8S

Filme: Cruzada

Um muçulmano cai sentado em cima de um cavaleiro templário. Qual o nome do filme? "Cruzada”! Hehehe. Morou? Caiu sentado... cruzada... templário... Hehehe... er... aham!...

Então que, ontem, vi o filme “Cruzada” na TV aberta e resolvi registrar as minhas impressões sérias (!), técnicas (!!) e inconsequentes sobre a superprodução.

Já começo bem, dizendo que não entendi lhufas. Acho que o tema merecia um filme mais longo e com o roteiro mais desenvolvido. Ou isso, ou sou muito burro. Tudo acontece muito rápido no filme e explicações importantes da trama são dadas numa fala apenas de um ou outro personagem. Tive que ler um pouco sobre as Cruzadas pra entender o que se passou.

Durante a Idade Média, quando Jerusalém foi tomada dos muçulmanos pelos cristãos, a igreja católica reuniu um bando de guerreiros armados até os dentes e enviou-os pra “Terra Santa” a fim de garantir a segurança dos habitantes do lugar. Esse deslocamento militar ficou conhecido como “a Cruzada”.

A primeira Cruzada deu um chega pra lá nos muçulmanos em Jerusalém. Estes, por sua vez, se achavam (e com razão) no direito de reaver a cidade e não estavam dando sossego aos cristãos. O Papa resolve, então, mandar uma segunda Cruzada lá praquele infern...digo, pra Terra Santa.

É nesse período que o filme se passa. Orlando Bloom é Balian, um ferreiro que, depois do suicídio da esposa, fica meio revoltado e descrente, levando tudo “a ferro e fogo”. Rá! Tá, desculpem... Ele conhece seu pai (Liam Neeson), um cruzado que está indo pra Jerusalém e, pra não ficar na vadiagem, Balian acaba indo também.

Balian é sortudo e azarado ao mesmo tempo. Sem experiência alguma na arte da guerra, ele sobrevive a um ataque, mas seu pai é ferido gravemente e acaba morrendo no meio do caminho. Já nomeado cavaleiro, o ferreiro cruza os mares em direção a Jerusalém, mas seu navio afunda durante uma tempestade e só ele sobrevive (!) e já do outro lado do mapa (!!).

Após passar por mais uns perrengues pelo deserto, Balian chega a Jerusalém, onde toma o lugar que era de seu pai. Ela ganha o respeito do rei Balduíno IV, um leproso mascarado, literalmente falando. O rei, diplomata e bom de papo, vem conseguindo, até então, manter um certo diálogo com os muçulmanos.

Balian conhece também Sybila (Eva Green), uma gost... uma linda mulher, irmã do leproso e esposa de outro cruzado, Guy de “sei-lá-o-quê”. E que parece ser a única mulher em todo o filme. Esse tal Guy queria mesmo é descer a porrada nos muçulmanos e criticava o jeitão boa praça do rei. Enquanto isso, o líder muçulmano, Saladino, anunciava que tava chegando na área e que a casa ia cair pros cristãos.

Não vou contar mais. Há pontos discutíveis, como o monstruoso exército de Saladino atravessando o deserto sem pelo menos uma dúzia de caminhões-pipa cheios d’água na retaguarda, ou a burrice do Guy em sair com sua tropa para a guerra, no meio do nada, sem ao menos uma garrafinha de água mineral de reserva.

O resto é espetáculo de encher os olhos. Espadas, sangue, flechas, fogo, explosões. Tudo que um épico tem direito.

É um bom filme mas, como disse, se não conhecer um pouco sobre as Cruzadas antes ou depois de vê-lo, fica difícil entender em poucos diálogos "o quê" e "por quê" as coisas estão acontecendo.

Como todos já sabem, o conflito cristãos-muçulmanos continua até hoje naquela porcaria de lugar. Lição? Até tem: guerra, religião, política e – principalmente – o ser humano, são tudo uma grande bosta.

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