Mais um carnaval que se vai. Graças a Deus. Tirando o fato de que é um baita feriadão, eu odeio carnaval.

E mais uma vez escapei de ir parar num desses malditos bailes típicos. Alías, os clubes tradicionais estão deixando de lado esse tipo de evento. Quando muito, fazem matinê pra molecada. Não sei o motivo e não importa. Só sei que Deus anda bastante generoso comigo ultimamente. 8)

Na TV, sempre a mesma coisa: desfiles, trios elétricos e bastidores.

Na Globo, uma sutil briga de egos entre os narradores e comentaristas. Principalmente no desfile de São Paulo. E o Maurício Kubrusli (sei lá se isso tá escrito certo) quer enganar a quem, bancando o tarado?

O carnaval "da Band" eu passo. Ver trio elétrico e gente pulando é tortura demais. Sem contar as entrevistas com gente que ninguém conhece.

Na rede TV, muitas bundas e muitos "OKêis-OKêis" nos bastidores do carnaval. É impressionante como aquele Nelson Rubens é horrível como apresentador. Mas, ainda assim, o programa é divertido e as bundas acabam compensando a produção tosca.

A apuração das escolas é um show à parte. Um show de 10. Que palhaçada. Vez ou outra, um jurado manda um 9,9. Fala sério. O quê uma escola tem a menos que outra que justifique um décimo a menos na nota? Uma pluma torta da porta bandeira? O dedo mindinho esquerdo da enorme alegoria estava com a unha suja? Ah, já sei: aquele tocador de cuíca lááá no meio da bateria errou a letra do samba. ¬¬

Claro, isso é malandragem dos jurados. No meio de tanto 9,9 e 9,8 fica difícil falar "foi esse cara que derrubou a minha escola". Evita-se assim, que um deles seja encontrado no dia seguinte com a boca cheia de formiga.

E pra fechar esse papo chato de carnanval, tem o orador das notas, com seu tradicionalíssimo "DÉÉÉÉÉÉÉÉÉZ!" e o "POÔRTELA!". Hehehe. Porque ele insiste em achar que "Portela" tem crase no "o"?

É isso. De hoje em diante, é arregaçar as mangas porque o ano começou. E tome Rock'n'Roll!!! 8)

Negro Futuro

Não vou ficar descrevendo o quanto eu abomino e repudio a arrogância e estupidez dos jovens de agora. Na minha juventude eu também não fui nenhum santo. Mas tínhamos um limite bem definido que nos separava dos animais irracionais.

Hoje, esse limite parece que não existe.

Vendo a selvageria aplicada nos calouros pelos veterenos de certas faculdades/universidades, me pergunto como esses retardados mentais conseguem sair diplomados. Duas opções: ou compram o maldito diploma ou a instituição de ensino não tem a menor competência em avaliar seus alunos. Ontem soube que uma dessas "instituições de ensino" vai expulsar uma imbecil que queimou (quimicamente) o corpo de vários calouros. É pouco, muito pouco. Mas já é alguma coisa.

O que me preocupa é saber que esses mesmos selvagens acéfalos, daqui uns anos estarão fazendo cirurgias, advogando, construindo pontes...e o que é pior: talvez ENSINANDO.

Meros Números

Ja faz alguns bons meses que eu jogo na LotoFácil.
Dez apostazinhas (ou serão "apostinhas"?) , duas vezes por semana. E sempre os mesmos números.
Eu sempre acertava onze, doze dezenas. Até treze, quando o prêmio (R$ 10) pagava o valor da próxima aposta.

Mas, ultimamente não tenho acertado mais nada. É raro fazer onze pontinhos (R$ 2).
Não sei o que está acontecendo.

Será que meus números estão perdendo o prazo de validade? 8/

Antigas Novidades

"Na natureza nada se cria, tudo se transforma". Não sei quem disse isso. Acho que foi Lavoisier. Assim como também não sei quem fez a adaptação "na propaganda nada se cria, tudo se copia". Além disso provar que eu não sei nada de coisa alguma, prova também que muitas vezes nos entusiasmamos com produtos que parecem novos, mas nada mais são do que um retrocesso com roupa nova.

Exemplo? Pois bem. Alguém se lembra como se deixava o vaso sanitário com cara de limpo e cheiroso, tempos atrás? Tudo o que se tinha era um pequeno disco desinfetante com um furo no meio. A gente enganchava um arame nele e pendurava-o no lado de dentro do vaso sanitário. Foi assim durante anos. E ainda se vê desses trecos em banheiros públicos.

Então, resolveram modernizar a coisa. Inventaram cestinhas de plástico onde se colocava tabletes clíndricos de desinfetante. Depois trocava-se apenas o tablete. Foi uma febre. Todas as empresas de produtos de limpeza famosas tinham a sua "cestinha".

Pois não é que, ontem, eu tava vendo uma propaganda do Harpic, onde uma mulher vai contratar os serviços de uma empregada. Esta última aceita fazer qualquer coisa, menos trocar o refil de cestinhas de vasos sanitários. Diálogo propositadamente ridículo. É a deixa para apresentar o "novo" produto. Um disco desinfetante que é preso no interior do vaso. Sem cestinhas. Idêntico – exceto pelo formato bonitinho do suporte e do disco – ao que já era utilizado em mil-novescentos-e-leite-em-garrafa-de-vidro.

Ou seja, pegue uma idéia antiga, dê-lhe uma nova aparência e pronto. Terá um produto "novo". Pra mim, tanto faz. Com cestinha, sem cestinha, refil...difícilmente eu coloco essas coisas no meu banheiro. Mas tem gente que gosta e faz questão. E vai comprar o "novo" sem perceber que é igual ao "disco preso com arame" que todo mundo torceu o nariz, anos atrás, diante da novidade da cestinha.

Indo um pouco mais além nesse assunto, existem os produtos inegavelmente evoluídos e mais práticos, mas que trazem de volta velhos hábitos e modismos. Hoje em dia todo mundo tem telefone celular e graças a ele, todo mundo está deixando de usar relógio de pulso. Claro, o celular já tem relógio. Visto que a maioria dos celulres andam nos bolsos dos seus donos, não é difícil ver que voltamos ao século 15, quando foi inventado o relógio de bolso, antes do de pulso. Isso foi antes de Santos Dumont.

Com um computador, um teclado e um mouse, estamos a cada dia escrevendo menos com a tradicional dupla "lápis e papel". Mas aí inventaram o tablet (mesa e caneta digitalizadora) que nos permite voltar a desenhar como nos "velhos tempos". E com os constantes avanços nos programas de reconhecimento de escrita, logo voltaremos a escrever do modo antigo em "algo novo".

No início dos anos 80, os "Game & Watch" eram aparelhos simples, de bolso, tela de cristal líquido monocromática e um sistema de som que variava entre o "bep" e o "beeep". Mostrava as horas e tinha um (e apenas um por aparelho) joguinho simples mas bem divertido. Era uma sensação entre os meninos (mulheres nunca gostaram mesmo desse tipo de coisa) antenados e com algum dinheiro. Quando inventaram os videogames, que podiam ser jogados nas "enormes" telas das Tvs, esses aparelhinhos foram esquecidos. Eis que tudo surge de novo com o Game Boy, o PSP e similares. Sem contar os celulares cheios de joguinhos.

E os computadores? Ah, os computadores! Maravilhas tecnológicas que nos livraram de carregar centenas de papéis, documentos, fotos, etc. Hoje em dia carregamos notebooks (contendo as centenas – agora milhares – de papéis, documentos, fotos, etc) em maletas pra lá e pra cá. Mesmas maletas onde, antigamente, acumulávamos nossos papéis, documentos, fotos, etc.

Chega, né? Dá pra ficar o dia todo aqui falando sobre esse assunto. É engraçado como, por mais que a tecnologia avance a passos largos, tenho a impressão de andar em círculos. Será que tudo já foi inventado? Será que ainda há espaço para algo realmente novo e revolucionário? Ou tudo o que nos resta é ficar ruminando chiclete velho? 8/

Eu Te Conheço?

Eu não consigo me concentrar. E talvez isso seja um motivo justo pro meu desleixo e impaciência quando tento desenhar algo. Eu não me apego a detalhes e detalhes são fundamentais na pintura, desenho ou qualquer outra forma de arte. Mas eu tento. Juro que tento.

A minha falta de concentração vai além da arte. Ela me atrapalha socialmente também. As pessoas começam a falar e, no início, até que consigo acompanhar o assunto. Mas se o papo vai um pouco mais além, minha cabeça já foi antes. A pessoa fica lá, contando suas agruras, suas aventuras, seus casos, suas piadas, tudo muito rico em detalhes, gestos, frases de efeito. Enquanto isso, minha cabeça começa a viajar totalmente fora do contexto do assunto. Aí, quando me perguntam “né?” ou “o que você acha?” ou algo do tipo, volto do limbo e tento pegar fragmentos do que foi dito e dar uma resposta decente. Quase sempre deixo transparecer que não prestei atenção em lhufas.

É uma situação muito chata. Pra mim e pra quem tá gastando saliva numa história que eu não acompanhei. Claro, não é sempre que acontece. Mas acontece e fico chateado com isso. Acho que eu tenho problema. Será que ainda existe aquele remédio?...Fosfosol?

Mas não é disso que eu quero falar. É quase. Eu tava lendo na Superinteressante (é, de vez em quando essa revista ainda faz jus ao nome) deste mês sobre uma doença da qual eu nunca tinho ouvido falar e acho que quase ninguém ouviu: Prosopagnosia.

Prosopagnosia é um distúrbio de uma área do cérebro que faz com que a pessoa não consiga reconhecer rostos. Esquisito né? Mas é isso mesmo. Ela reconhece objetos ou coisas, tudo o mais desse mundão de Deus, exceto rostos. O cérebro não consegue guardar essa informação específica.

Essa doença pode ser genética ou devido alguma lesão na cabeça. E há diversos níveis da doença. Desde a pessoa que precisa fazer um certo esforço pra reconhecer alguém que conheceu ontem, até a crônica - aquela que não é capaz de reconhecer os pais, os filhos e mesmo a imagem dela própria no espelho.

Veja bem, não é falta de memória. É “somente” a incapacidade de reconhecer rostos. A pessoa sabe quem é, sabe que tem parentes, amigos. Mas não consegue reconhecê-los pelo rosto. Quem tem a doença em suas formas mais brandas, acabam compensando essa deficiência se atendo a outras características da pessoa, ao invés do rosto. Como a voz, os gestos, corte de cabelo. Detalhes que lhe ajudem a reconhecer a pessoa no próximo encontro, como o tipo de sapatos que ela usa.

Pessoas que sofrem de prosopagnosia, em maior ou menor grau, acabam – obviamente – tendo problemas de relacionamento. Geralmente são rotuladas como pessoas antipáticas, orgulhosas ou arrogantes e acabam ficando solitárias. Tudo porque, quando cruzam com alguém conhecido, passam batido, mesmo se olhar pra pessoa. Numa festa, ela olha pra todos e não reconhece ninguém. Não é nada fácil.

Então que o site da revista também deu o link de um teste pra saber se você é bom em reconhecer rostos. Tem um pequeno questionário antes. Nada complicado. Clique aqui e faça o teste também.

Eu fiz o tal teste e consegui passar com mais de 90%. Que bom. Posso não me lembrar do papo furado. Mas, ao menos, sei quem é quem no meio de tanto blablabla.

Você acabou de encher a pança com tudo o que é saudável: lasanha, pizza, churrasco, rabada, feijoada, buchada e tudo o mais que leva o sulfixo "ada". E tudo regado a cerveja. Agora está aí, jogado no sofá, com essa cara azul e a barrigona parecendo que vai explodir e emporcalhar a sala inteira.

Não se aflija. Para ajudar a digestão e acabar com a sensação de que vai virar um chafariz asqueroso a qualquer momento...chupe um cravo da índia. É! Que Engov, Eno, o quê. Chupe um simples cravo da índia. É uma dessas dicas malucas que a patroa pegou na internet.

A idéia é simples. Você fica chupando esse treco e depois de uma hora a sensação de desconforto some. Claro, depois de uma hora qualquer sensação ruim vai embora, por puro cansaço, não importa o que você esteja chupando. Hum. Isso ficou esquisito.

Mas, não importa. Chupe um cravo da índia e diga a sua patroa que ela é o anjo que desceu do céu para salvá-lo. As chances de você chupar algo melhor, à noite, serão bem grandes. 8)

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